Como preparar meu café? Máquina, coador ou cafeteira? – Parte 1

Esse artigo é um pouco complicado pois essas 3 maneiras de preparo (e outras tantas) possuem resultados diferentes e fica difícil comparar todos com os mesmos parâmetros.

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Café sendo preparado no V60

Primeiro, você deve definir como gosta do seu café, parece óbvio, mas alguns métodos de preparo podem lhe decepcionar, e isso deve ser levado em conta uma vez que alguns métodos de preparo de café são caros ou possuem filtros difíceis de encontrar.

A terceira onda do café sugere cafés mais “fracos” e “francos”, ou seja, torras claras, métodos mais suaves, e para ter um bom resultado na xícara esses cafés devem ser de boa qualidade, caso contrário, pode decepcionar até o mais inexperiente ser humano.

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A verdade é que aqui no Brasil a terceira onda do café ainda sofre uma certa resistência, pois os amantes do café quase sempre são condicionados aos cafezinhos servidos nas empresas e que na maioria são cafés de baixa qualidade, viciando todos a tomarem um café ruim achando que é bom. Aqueles que são mais plugados no mundo do café, já deixaram a terceira onda chegar com toda a força, abrindo espaço para os métodos alternativos, que na minha opinião são métodos maravilhosos pela riqueza de detalhes e caprichos.

Tá, mas e quem gosta e sempre gostou de café forte? Ok, então podemos pensar em métodos que resultam cafés mais encorpados e mais “fortes”. Digo “fortes” porque a referência de forte e fraco é relativa, e o brasileiro tem uma impressão errada de café forte. Café forte pode não ser amargo, café forte normalmente tem corpo, é pouco translúcido quando colocado na luz, café forte pode ser ácido inclusive e pode ser naturalmente doce. Café forte não é café com gosto de queimado, não é café de torra escura, esqueça isso. Aliás cafés fortes sem amargor são minha grande paixão.

Agora que você sabe que um café forte não é necessariamente aquele que fere muitos estômagos por ai, posso te dizer alguns métodos bastante agradáveis de se tomar um café forte com louvor de estar tomando um ótimo café, experimente: cafeteira italiana, espresso (em qualquer tipo de máquina), prensa francesa (dependendo das proporções do Brew), aeropress (dependendo das proporções do Brew), até café de coador também pode ser forte.

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Chemex

Se você sempre pediu café “carioquinha”no balcão da padaria, garanto que vai gostar de cada um dos métodos de preparo da terceira onda do café. Sugiro iniciar com a Prensa Francesa, em uma taxa mais branda, começando com 1:10 (para cada grama de café, 10 gramas de água). O Chemex pode ser que assuste os menos modernos, pois chega a ser bem “fraco”, resulta em uma bebida limpa, mas tem uma riqueza de aromas e complexidades que vale a pena experimentar, achei o Chemex bom para cafés cítricos e ácidos. O aeropress é interessante, pois ele deixa o café mais leve que o espresso, menos pesado que a Prensa, gostei do aeropress para cafés mais aromáticos e mais densos de sabor, como os cafés brasileiros do sul de Minas e mogiana. O V60 é bem interessante porque é repleto de detalhes do preparo, por exemplo o fato de usar a balança para o seu preparo. O V60 é bem leve, corpo mínimo e também realça alguns aromas que no coador normal não é tão perceptível.

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Cafeteira Italiana (Ou Bialetti) na direita e na esquerda a Prensa Francesa.

Esse artigo vai longe, sugiro que acompanhe a parte 2 do Post que postarei em breve.

 

 

 

 

 

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